As ações europeias se recuperaram de uma forte queda no início do dia e conseguiram fechar em leve baixa nesta sexta-feira, registrando o maior ganho mensal desde março, com dados dos Estados Unidos dando sinais mistos sobre o crescimento econômico. O índice FTSEurofirst 300, que acompanha o desempenho dos principais papéis do continente, caiu 0,07%, a 1.046 pontos. Na mínima, o índice chegou a marcar 1.034 pontos. O indicador subiu 5,3% em julho, alta mais forte em quatro meses.
Os mercados iniciaram o dia com forte baixa, mas depois se recuperaram. Dados mostraram que a economia americana desacelerou no segundo trimestre, à medida que as companhias investiram pesado em outros países e consumidores gastaram menos, levantando preocupações com a retomada no restante de 2010.
Mas alguns analistas permanecem otimistas. "O mercado fez outras leituras dos dados que tivemos", disse Mike Lenhoff, estrategista-chefe e presidente de pesquisa da Brewin Dolphin Securities, em Londres. "Nem todas as notícias estão no dado geral. Os gastos com investimentos foram fortes."
Um outro relatório mostrou que a atividade empresarial na região Meio-Oeste dos EUA avançou mais que o esperado neste mês, na esteira de fortes encomendas.
A petrolífera francesa Total subiu 0,9%, depois de dizer que seu lucro líquido saltou no segundo trimestre graças à alta nos preços do petróleo, a forte produção e a uma recuperação no refino.
Mas as ações da British Petroleum recuaram 1,8%, por mais preocupações sobre as consequências do vazamento de óleo no Golfo do México.
Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 1,05%, a 5.258 pontos.
Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,22%, para 6.147 pontos.
Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,24%, a 3.643 pontos.
Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,36%, para 21.021 pontos.
Em Madri, o índice Ibex-35 retrocedeu 1,5%, a 10.499 pontos.
Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em queda de 0,48%, para 7.371 pontos.