By 13 de abril

A China é o maior parceiro comercial do Brasil. No agronegócio, essa relação é particularmente importante: 32% dos US$ 159 bilhões exportados pelo setor no ano passado embarcaram com destino ao país asiático.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, em 2022, cinco setores do agro faturaram acima de US$ 1 bilhão, incluindo soja, setor sucroenergético, fibras e produtos florestais. A China importou do Brasil US$ 58,8 bilhões em produtos do agronegócio, montante 43,3% maior que em 2021.

O país asiático é o maior comprador mundial de milho e a estimativa é de que os chineses importem 18 milhões de toneladas do cereal na safra vigente. A alta demanda é um dos fatores que aproxima os países, pois a produtividade do milho no Brasil tem se tornado cada vez mais relevante ano a ano.

A volumosa safra de milho estimada pela Conab em 125,8 milhões de toneladas na safra 2022/23, 11,2% maior comparada ao calendário anterior, também pode ser um impulso à parceria bilateral. Isso porque, em 2022, a China liberou a entrada de milho brasileiro, fechando dezembro com 1,165 milhão de toneladas embarcadas.

Além do maior volume de produção brasileira e alta demanda pelo milho na China, outro fator na relação bilateral pode contemplar o agronegócio: uma nova relação monetária com a moeda Yuan pode intensificar as exportações.

De acordo com a Agência Brasil, a plataforma de pagamentos China Interbank Payment System (Cips) foi confirmada, no início de abril, como primeira instituição credenciada a operar no Brasil o comércio entre os dois países em moeda chinesa, ou seja, uma transação desconsiderando o dólar. Com a oficialização da moeda chinesa como base para trocas comerciais, o cereal pode se tornar um dos produtos que tenha intensificação de exportações.

 

Fonte: COMPRE RURAL https://www.comprerural.com