By 20 de junho

Entenda como o clima nos Estados Unidos deve mexer com o mercado da oleaginosa nos próximos dias e prepare-se para segurar ou negociar o seu grão

 

Expansão da área de seca nos Estados Unidos

O Centro Nacional de Mitigação da Seca trouxe uma expansão da área de seca na região produtora norte-americana, mostrando bastante preocupação em relação ao potencial de produção de soja do país. As chuvas não vieram e as temperaturas continuam altas.

Safra brasileira pressionou cotações

Apesar do aumento dos valores praticados em Chicago, houve queda nos preços da soja no mercado interno brasileiro, o que pode ser atribuído ao volume restante para ser comercializado.

Dólar permaneceu em queda

Conforme expectativas de mercado, ocorreu a manutenção das taxas de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (FED), permanecendo no intervalo de 5% a 5,25%, trazendo certo otimismo para o mercado. Diante desse cenário, o dólar encerrou a semana sendo cotado a R$ 4,82 (-1,23%).

Diante desses fatores, em Chicago, o contrato de soja com vencimento em julho/23 finalizou a semana cotado a US$ 14,66 o bushel (+5,62%) e o contrato com vencimento em março/24 encerrou a US$ 13,25 o bushel (+9,32%).

“Apesar da alta expressiva de Chicago, a soja brasileira teve uma semana de leves desvalorizações, pressionada pela queda do dólar e o grande volume de vendas”, aponta Sene.

O que esperar do mercado de soja nesta semana?

Segunda-feira de feriado nos Estados Unidos

Não houve sessão de negociação em Chicago devido ao feriado de “Juneteenth” nos Estados Unidos. Consequentemente, o mercado ficou sem esta referência para as operações.

Clima no centro das atenções

Para os Estados Unidos, a previsão climática de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), é mais favorável para as regiões centrais, norte e oeste dos Estados Unidos, abrangendo grande parte das principais regiões produtoras.

Se as chuvas vierem, como pode se comportar Chicago?

Ao contrário da semana anterior, na qual foi possível observar um aumento significativo nos preços em Chicago devido à expansão da área de seca nos Estados Unidos, se o clima norte-americano melhorar e as condições das plantações se recuperarem, poderá ocorrer fortes quedas nas cotações.

“Pelo histórico climático norte-americano, sabe-se que as chuvas sazonalmente aparecem no final do mês de junho e começo do mês de julho”, lembra o especialista da Grão Direto.

E as cotações brasileiras?

Caso as cotações de Chicago revertam as altas da semana anterior, o mercado brasileiro poderá sofrer mais uma onda de quedas, pressionado pela queda do dólar e pelo grande movimento de venda da oleaginosa.

Dólar poderá ter leves valorizações

Para esta semana, haverá grande atenção por parte do mercado em relação à reunião do Copom, agendada para os dias 20 e 21, onde serão definidos os rumos das taxas de juros no Brasil.

“Apesar de existir um consenso sobre a manutenção da taxa, os participantes do mercado estarão atentos a possíveis indícios de redução das taxas de juros no próximo semestre. Essa perspectiva pode resultar em uma valorização da moeda dos Estados Unidos”, avalia Sene.

Segundo ele, perante os fatos apresentados, a soja em Chicago tende a apresentar uma semana negativa, mas a alta projetada para o câmbio pode neutralizar a queda dos preços no mercado interno brasileiro.

 

Fonte: Canal Rural