By 12 de abril

A semana anterior foi marcada pelo início do plantio norte-americano, exportações aquecidas e desenvolvimento da 2ª safra brasileira. Diante disso, as cotações de Chicago finalizaram a semana a U$ 6,43 o bushel (+1,26%) para o contrato com vencimento em maio/23. O mercado físico brasileiro teve uma semana de leve desvalorização.

O mercado deve ficar atento ao plantio e desenvolvimento das lavouras de milho na safra 2023/24 nos Estados Unidos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o Texas é o estado mais avançado no plantio, com 57% da área já plantada. Contudo, outros estados ainda estão nos preparativos ou têm evolução limitada, aguardando melhores condições climáticas.

No Brasil, as exportações diminuíram, mas ainda continuam com números bastante expressivos, se comparado aos anos anteriores. Segundo a Secretaria de Exportação (Secex), o mês de março chegou ao final acumulando volume acima de 1,33 milhão de toneladas, ficando bem acima das 14,2 mil toneladas exportadas no mesmo período do ano passado. Vale ressaltar que esses números são embarques de compras efetuadas em 2022.

Por falar na 2ª safra, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, cerca de 96,3% da área projetada já foi semeada. No Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Tocantins e Maranhão, as lavouras encontram-se em boas condições de desenvolvimento; no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul o plantio continua, mesmo fora da janela ideal.

O mercado continuará atento às condições climáticas diante do desenvolvimento da segunda safra de milho no Brasil. Segundo informações da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), há previsão de chuvas significativas para esta semana nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, o que mantém a expectativa de uma produção brasileira elevada. No entanto, a Região Sul deve ter pouca incidência de chuvas, o que pode impactar a produção de milho nessa região.

Nesta semana, o clima nas regiões produtoras dos Estados Unidos deve se tornar mais favorável devido à chegada de uma onda de calor, que elevará as temperaturas que, atualmente, se encontram abaixo de zero. No entanto, ainda não há previsão de chuva nos próximos dias, exceto na região sudeste dos Estados Unidos. Segundo o analista de mercado da Grão Direto, Ruan Sene, haverá a atualização dos números de oferta e demanda mundial pelo USDA, o qual apresentará novos direcionamentos para o plantio da safra 2023/24 norte-americana.

A procura pelo milho dos Estados Unidos deve continuar elevada devido à disponibilidade de volumes suficientes e acessíveis para negociação. Atualmente, os Estados Unidos possuem uma vantagem comparativa em relação à Ucrânia e ao Brasil, países que também são importantes produtores de milho, mas enfrentam desafios na logística de distribuição do produto.

O desenvolvimento satisfatório das lavouras de milho vem apresentando uma forte pressão de queda nas cotações brasileiras. Diante deste cenário, a semana poderá ser marcada por continuidade de queda.

 

Fonte: COMPRE RURAL https://www.comprerural.com/o-que-esperar-do-mercado-de-soja-e-milho-nessa-semana/