By 18 de julho

De acordo com o que afirma a TF Agroeconômica, existem alguns fatores que estão impactando consideravelmente o preço da soja brasileira nesse momento. Um exemplo disso é o clima adverso dos Estados Unidos, que puxa o preço pra cima. “Apesar da redução de 3% nos dados do Monitor da Seca nos EUA, que passou de 60% para 57%, este percentual ainda é bem superior aos 25% do ano anterior”, comenta.

“O USDA reduziu a produção e os estoques mundiais no seu último relatório, invertendo para cima a tendência dos preços a partir do novo quadro de Oferta & Demanda mundial.A Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) informou que o país importou 10,27 milhões de toneladas de soja em junho. O volume representa aumento de 24,5% ante igual mês do ano passado. No primeiro semestre, as importações de soja somaram 52,57 milhões de toneladas, aumento de 13,6% ante igual período de 2022”, completa.

Os fatores de baixa existem também, como a grande oferta brasileira. “Apesar de o relatório da Conab ter reduzido a sua estimativa de produção de soja para a safra 22/23 para 154,57 MT, contra a estimativa de junho, de 155,74 MT, diante da piora da produtividade, que era de 3.537 kg/hectare em junho e agora está sendo estimada em 3.508 kg/hectare, este volume de produção ainda é 24,07 milhões de toneladas maior do que a safra anterior, que foi de 130,5 T e deve suprir boa parte das perdas da e da região sul do Brasil”, indica.

“A valorização do real, que tira um pouco da competitividade da soja brasileira versus a soja
americana e argentina. Neste ano, o real já recuou 14,0%, com graves repercussões sobre os preços recebidos pelos agricultores. Mesmo assim, como mostra o gráfico ao lado, a soja brasileira ainda é a mais competitiva na origem”, conclui.

 

Fonte: Agro Link