By 14 de agosto

O último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no encerramento da semana, foi um fator altista para a soja.

De acordo com a TF Agroeconômica, a soja norte-americana segue com estoques menores e a safra mundial também. “As mudanças no fornecimento e uso de soja nos EUA para 2023/24 incluem estoques iniciais mais altos e menor produção e exportação. Os estoques iniciais foram aumentados com as importações mais altas de 2022/23. A produção de soja para 2023/24 está prevista em 4,2 bilhões de bushels (114,30 MT), queda de 95 milhões (2,58 MT) com rendimentos mais baixos”, comenta.

A previsão de oferta e demanda de oleaginosas estrangeiras para 2023/24 inclui exportações mais baixas, esmagamento reduzido e estoques finais mais altos. “A produção estrangeira de oleaginosas está quase inalterada em 539,7 milhões de toneladas, com a produção de girassol e amendoim compensada principalmente pela menor produção de colza. A produção de sementes de girassol na Ucrânia e na Rússia está prevista em alta, já que as chuvas oportunas em julho melhoraram o potencial de rendimento.As exportações globais de soja foram reduzidas em 0,5 milhão de toneladas, para 168,8 milhões, devido à queda nas exportações dos EUA”, completa.

“O relatório do USDA desta sexta-feira reverteu as expectativas da tendência dos preços da soja para cima, ao registrar estoques menores do que o esperado e do que o mês anterior. Mas, esta provável alta não será muito elevada, então, nosso conselho é aproveitar qualquer elevação das cotações da soja em Chicago para fixar preço”, conclui a consultoria agroeconômica no encerramento da última semana.

 

Fonte: Agro Link